PPLE constrói unidade político-partidária dos Povos e Comunidades Tradicionais 

 Iyá Edeuzuita, Marcelo Monteiro e o grupo que recria o PPLE no Rio de Janeiro - 02/2013

Iyá Edeuzuita, Marcelo Monteiro e o grupo que recria o PPLE no Rio de Janeiro – 02/2013

Rio de Janeiro, maio de 2013 – A ideia de criação de um partido que atendesse as demandas dos descendentes das tradições afro brasileiras era antiga, chegou a culminar, em 20 de novembro de 2000, num ato público de fundação em frente ao monumento Zumbi dos Palmares do Rio de Janeiro. Contudo, somente a 10 de fevereiro de 2013, durante homenagem ao 119º aniversário de Mãe Menininha do Gantois, lideranças religiosas e representantes de movimentos sociais decidiram retomar o projeto e recriaram o PPLE – Partido Popular de Liberdade de Expressão.

Sintonizado com as demandas emergentes dos movimentos sociais o PPLE cresceu, adquiriu personalidade jurídica e ganhou expressão nacional, como opção de mobilização para transformar a cultura política do povo, com representação em 23 estados brasileiros. O partido está promovendo ampla campanha para obter registro como partido político no TSE e quer garantir, logo em 2014, participação no pleito eleitoral para inferir diretamente nas decisões de políticas públicas e ações afirmativas que visem reduzir as desigualdades sociais brasileiras.

Para o Presidente da Comissão Executiva Nacional Provisória e idealizador do PPLE, Marcelo Monteiro, o partido trabalha na consolidação de uma nova referência política para construir uma sociedade compromissada com a igualdade racial e empenhada em ampliar os espaços de participação política, organização da cidadania e os princípios éticos no exercício da vida pública.

“Criamos uma legenda capaz de protagonizar a luta pela igualdade racial e o resgate e preservação da diversidade étnico-cultural da sociedade brasileira. Defendemos a laicidade do Estado e as demandas emergentes de segmentos socialmente excluídos, em especial, negros e praticantes das tradições afro brasileiras.” Conclui.

O PPLE promove uma campanha para obter 500 mil assinaturas de eleitores brasileiros construída com a participação direta do Povo de Santo. Em comunidades tradicionais de matriz africana, terreiros, tendas e centros, dos 23 estados brasileiros que constituíram Comissões de Mobilização, lideranças religiosas organizam coleta de assinaturas em festas, eventos e espaço público. A meta é cumprir até início de setembro as determinações legais de registro no TSE para concorrer nas eleições de 2014.

A Internet tem um papel importante no desafio de atingir esse objetivo. Pelo site http://www.pple.com.br, os internautas podem baixar fichas de apoio, cadastro para coleta de assinaturas e interagir nas mídias sociais. O objetivo é incentivar os simpatizantes a manifestar apoio e conseguir a adesão de outras pessoas, além de estimular mutirões em espaços públicos.

Antonio Obafemi Garrido
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