Bandeira do PPLE emprega referências culturais africanas para exprimir compromisso político com povos e comunidades tradicionais

Bandeira PPLE

Os membros fundadores do Partido Popular de Liberdade de Expressão pronunciam a sigla PPLE soletrando “pepelê”, em alusão a palavra da língua ioruba: pèpéle que traduz, em sua essência, um vocábulo de grande importância para os afro-brasileiros. Pèpéle significa montículo de terra, base de sustentação dos altares sagrados, o qual os integrantes do PPLE esperam servir de alicerce às suas ações, respaldados pela herança de força de resistência e de fidelidade de seus antepassados.

O símbolo em que repousa a sigla PPLE expressa o compromisso histórico do partido em recuperar e valorizar as referências culturais africanas como base para a construção de uma sociedade mais democrática e justa para o povo brasileiro.

Ele é inspirado em um ideograma adinkra denominado sankofa gwa, um banco utilizado pela realeza ashanti, que simboliza o provérbio tradicional entre os povos de língua Akan da África Ocidental, em Gana, Togo e Costa do Marfim: “se wo were fi na wosan kofa a yenki”, que pode ser traduzido literalmente por: “Não é tabu voltar atrás e buscar o que esqueceu.”¹

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Sankofa Gwa

Os ideogramas adinkra são símbolos gráficos que compõe a vasta tradição de comunicação visual africana. A utilização de gwa, bancos reais, é uma antiga forma de escrita por meio de objetos desta tradição. Nela, os gwa são investidos simbolicamente de poder político sacralizado e trazem em seus entalhes conteúdos alegóricos, constituindo nos ideogramas o desdobramentos de seus significados.

O pássaro sankofa, entalhado abaixo do acento do banco real sankofa gwa, expressa metaforicamente a importância de “voltar às suas raízes e construir sobre elas, para o desenvolvimento, o progresso e a prosperidade de sua comunidade em todos os aspectos da realização humana”.²

 

Antonio Obafemi Garrido
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Referências: (1) O Conceito de Sankofa e a Concepção Africana de História. In: Revista SANKOFA de História da África e de Estudos da Diáspora Africana, NEACP, Departamento de História (FFLCH-USP). (2) Cavalleiro, Eliane dos Santos, Racismo e anti-racismo na educação: repensando nossa escola. São Paulo: Selo Negro, 2001.